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Provavelmente você já deve ter ouvido falar que o nosso intestino funciona como um segundo cérebro. Mas você já parou para pensar o que isso significa?

Sendo verdade, o ditado “somos o que comemos” nunca fez tanto sentido, certo?

Se você tem um hábito intestinal diário e já teve prisão de ventre, conhece a sensação de desconforto e irritabilidade que essa situação provoca. Se já você já teve diarreia ou vivenciou a desconfortável sensação de se sentir inchado o tempo todo, também sabe do que estou falando.

Existe uma interessante comunicação que se estabelece entre o cérebro e o intestino. E a ideia é que o diálogo entre eles seja descomplicado e funcione da melhor forma possível.

Uma vez que um deles esteja com algum problema ou haja falha nessa comunicação, isso pode se manifestar tanto com sintomas gastrintestinais – como constipação, diarreia, flatulência (gases), náuseas e dor abdominal-, quanto com sintomas psíquicos, como dor de cabeça, irritabilidade, alterações no humor e, inclusive, doenças psiquiátricas.

Porque o intestino é considerado o segundo cérebro?

O intestino faz parte do sistema digestório (ou digestivo). A função deste sistema é simplificar os alimentos para facilitar a absorção pelo organismo. O órgão é dividido em intestino delgado e intestino grosso. O delgado absorve a maioria dos nutrientes, enquanto o grosso reabsorve água, o que confere firmeza às fezes.

O intestino delgado e o intestino grosso, juntos, tem cerca 9 metros de comprimento e possuem um sistema nervoso próprio, denominado sistema nervoso entérico (SNE) – que possui seus próprios circuitos neurais e é o responsável por controlar diretamente o sistema digestivo. O SNE possui cerca de 200 a 600 milhões de neurônios. Ele é bem mais simples do que o cérebro. Mas ainda assim, é extremamente complexo.

O intestino, aliado à sua estrutura neuronal, à comunidade microbiana e aos seus metabólitos possui a capacidade de modular o sistema nervoso central (SNC)- onde está o cérebro. O SNE e o cérebro parecem funcionar de forma independente, mas eles estão sempre se comunicando. [1]

Com meio bilhão de neurônios e mais de 30 neurotransmissores (incluindo metade de toda a dopamina e 90% da serotonina presentes no organismo), o intestino tem a nobre capacidade de controlar uma função essencial do corpo: extrair energia dos alimentos. Mas novas pesquisas estão revelando que não é só isso. Os “neurônios da barriga” podem interferir com o cérebro de cima, o da cabeça – afetando o seu comportamento e as suas emoções.

Boa parte da população geral é estressada, ansiosa, dorme mal e/ou está acima do peso. E nunca houve tanta gente, no mundo, sofrendo de depressão. Novos estudos têm revelado um ponto em comum entre estas várias doenças metabólicas e psíquicas da atualidade: a sua barriga. A saúde intestinal está intimamente ligada à saúde mental.  [2]

O SNE estimula alguns sentimentos, mas ele não é um cérebro de verdade. Ele não pensa nem orienta nossas decisões. Também não é capaz de compor uma música, enviar e-mails ou cuidar da nossa conta bancária. Mesmo assim, esse sistema é tão incrível que continua deixando os cientistas perplexos.

O intestino tem influência sobre as emoções, estado mental e preferências alimentares, logo a saúde deste órgão determina o bem-estar do cérebro. Sabe o que têm em comum com o frio na barriga durante o medo, o enjoo quando estamos assustados e a sensação de “borboletas no estômago” dos apaixonados? São sintomas causados pela conexão entre o intestino e o cérebro- é tradução de reações neuroquímicas acontecendo entre eles!

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O eixo cérebro-intestino

O cérebro e o intestino formam um eixo de comunicação bidirecional podendo a informação gerar-se tanto ao nível intestinal como cerebral. Existe evidência crescente de que a comunidade simbiótica intestinal exerce um impacto fundamental no diálogo estabelecido no eixo cérebro-intestino, e é considerada fundamental para a manutenção da saúde do hospedeiro. [3]

A alteração do equilíbrio deste eixo associa-se com doenças inflamatórias do intestino, perturbações funcionais gastrointestinais, do comportamento alimentar (anorexia, obesidade), perturbações do espectro do autismo e perturbações do humor, ansiedade e depressão. [4]

São vários os estudos que estabelecem uma relação frequente entre as doenças gastrointestinais e as perturbações psiquiátricas, evidenciando a importância do diálogo harmonioso entre o grande e o pequeno cérebro para uma boa saúde mental. [5]

A microbiota intestinal

Aproximadamente 60% das células que protegem o organismo estão no intestino. O órgão ainda conta com 500 espécies de bactérias e cerca de 100 trilhões de microrganismos. Esse time do bem forma a flora intestinal. Quando ela tem mais bactérias nocivas do que benéficas surgem doenças relacionadas à saúde do intestino. Beber líquidos durante a alimentação, mastigação incorreta, uso constante e sem orientação médica de anti-inflamatórios e antibióticos prejudicam a saúde do intestino e causam prisão de ventre, dentre outras doenças. [6]

Cada indivíduo alberga perto de 160 espécies bacterianas distintas. Apesar de existir um núcleo prevalente de espécies, cerca de 80% da microbiota é específica de cada indivíduo. Verifica-se, assim, que existe uma alta diversidade microbiana interindividual, sendo que cada ser humano possui um padrão bacteriano exclusivo. [7,8]

A microbiota intestinal exerce função na fermentação de gorduras, na produção de energia, na síntese de vitaminas e na absorção de minerais, como o magnésio e o cálcio. Ela também contribui a proliferação das células epiteliais intestinais e das células imunes. [9]

O hospedeiro está em permanente interação com a comunidade bacteriana que povoa o seu intestino e é este processo dinâmico que leva à maturação imunitária. Assim, uma microbiota saudável é crucial para o adequado desenvolvimento imunológico.

A literatura identifica a existência de períodos críticos – a infância, a adolescência e a velhice – para o desenvolvimento de perturbações psiquiátricas, na medida em que coincidem com fases chave para a colonização bacteriana e para o neurodesenvolvimento.[10] Assim, a composição da comunidade microbiana que povoa o intestino na infância parece influenciar determinantemente o risco de desenvolver certas doenças.

Como a dieta atua na microbiota intestinal

No que concerne ao determinante alimentação, o impacto da dieta sobre a microbiota entérica tem sido cada vez mais estudado. Uma vez que têm surgido fortes evidências sobre a sua capacidade de induzir alterações de forma rápida na composição do microbioma.

O distúrbio do equilíbrio microbiano leva ao favorecimento dos patobiontes, ou seja, espécies bacterianas que favorecem estados patológicos. Os patobiontes não são capazes de gerar doença na presença de uma flora microbiana normal de um hospedeiro saudável, apenas causam patologia quando a microbiota ou a imunidade do hospedeiro está afetada.[11]

O ideal é introduzir alimentos funcionais à dieta. Segundo o Ministério da Saúde, alimentos funcionais são alimentos ou ingredientes que produzem efeitos benéficos à saúde, além de suas funções nutricionais básicas. Eles caracterizam-se por oferecer vários benefícios à saúde, além do valor nutritivo inerente à sua composição química, podendo desempenhar um papel potencialmente benéfico na redução do risco de doenças crônicas degenerativas, como câncer e diabetes, dentre outras. Eles têm substâncias que melhoram a saúde e diminuem a incidência de doenças. Mas, claro, os benefícios dos produtos funcionais dependem de hábitos saudáveis associados.

O SuperCoffee é um alimento funcional pois tem em sua composição ingredientes naturais que auxiliam na saúde em geral. Nos casos dos que sofrem de prisão de ventre, por exemplo, ele é um bom aliado para estimular o trânsito intestinal à medida que conta com propriedades termogênicas que auxiliam na melhora desse sintoma.

O gengibre, um dos ingredientes do SuperCoffee, tem poderosa atividade anti-inflamatória, anti-oxidante, hipoglicemiante, termogênica e  auxilia na saúde do trato gastrintestinal, desempenhando função contra distúrbios digestivos, como flatulência, náuseas e diarreia.

Fibras- como grãos integrais, frutas, legumes e verduras- aumentam o bolo fecal, o que também facilita o bom funcionamento do intestino. As fibras reduzem o tempo de contato da mucosa intestinal com toxinas, combatem radicais livres e dificultam o armazenamento de gorduras. Pessoas com prisão de ventre, estressadas ou com colesterol alto são ainda mais beneficiadas.

O padrão alimentar é, sem dúvidas, crucial para o estabelecimento das espécies comensais dominantes e alterações na dieta, portanto, podem condicionar mudanças significativas na microbiota intestinal.

A microbiota e a produção de neurotransmissores

São vários os neurotransmissores produzidos pelas bactérias do nosso intestino, como serotonina, GABA, catecolaminas, acetilcolina e histamina. Diferentes estudos revelam que as bactérias probióticas estão aptas a produzir substâncias neuroativas, as quais exercem influência sobre o eixo cérebro-intestino. A serotonina parece ser determinante neste diálogo. A maior parte deste neurotransmissor encontra-se ao nível intestinal, sendo sintetizado por células específicas- as células enterocromafins. [12]

Doenças relacionadas à disbiose intestinal

Disbiose é basicamente o desequilíbrio da microbiota intestinal.

Estudos verificaram que existe uma associação entre a menor diversidade bacteriana e o risco de desenvolver doenças inflamatórias e, ainda, uma maior tendência para a obesidade e o excesso de peso.[13]

A diminuição das espécies importantes para a proteção da barreira intestinal propicia um estado facilitador de doença. Diferentes estudos identificam correlações entre determinadas patologias e alterações na microbiota do hospedeiro, e constatou-se que doentes com depressão ou autismo possuíam alteração da sua microbiota. [14]

As perturbações do espectro do autismo são das mais estudadas, existindo evidência de disbiose intestinal. Pensa-se que a produção de toxinas pela bactéria Clostridium spp contribui para a sintomatologia expressa por estes doentes. Verificou-se que, a administração de vancomicina, antibiótico utilizado no caso de infecções por Clostridium difficile, a um grupo de autistas resultou numa melhoria significativa do comportamento e da comunicação. [15, 16]

Estudos revelaram que o estado inflamatório crônico ao nível gastrintestinal leva à ativação de determinadas áreas cerebrais, as quais se encontram associadas com a saúde mental, como o hipotálamo e a amígdala. Um modelo de infecção intestinal in vivo em ratos que procurava estudar o papel inflamatório nas doenças intestinais demonstrou que a infecção induzida por determinada bactéria levou a alterações comportamentais, mais concretamente, a um estado conotado por ansiedade. [17, 18] Constatou-se também o inverso: em animais, a redução do estado inflamatório intestinal está ligada à diminuição da ansiedade.

Para além das espécies bacterianas o intestino é também habitado por uma comunidade de fungos conhecida por micobiota. O gênero Saccharomyces é o mais comum, seguindo-se o gênero Candida, sendo Candida albicans uma das espécies mais implicadas na disbiose, associando-se a patologias psiquiátricas e gastrintestinais. [19]

Cada dia mais se tem observado como o desequilíbrio da flora intestinal pode contribuir para o desenvolvimento de doenças neuropsiquiátricas e de diversas outras doenças agudas e crônicas. Fica claro, então, como a uma flora intestinal saudável consegue prevenir e até mesmo tratar patologias distintas.

Probióticos, prebióticos e simbióticos– para que servem?

Probióticos são microrganismos vivos que contribuem para o equilíbrio da flora comensal do intestino e, quando são administrados nas quantidades adequadas, exercem um efeito benéfico na saúde do hospedeiro. Os probióticos podem ser incluídos na composição de uma vasta gama de produtos, que varia entre medicamentos e suplementos alimentares, mas são mais frequentemente encontrados em lacticínios. Os probióticos podem desempenhar um papel importante na função imunológica, digestiva e respiratória. [24]

Os prebióticos funcionam como substratos, nutrem um grupo seleto de microrganismos que habita o intestino, estimulando o seu crescimento e a produção de ácidos graxos de cadeia curta que são utilizados pelo organismo como fonte de energia. Basicamente, os probióticos são os “bichinhos” e os prebióticos são “a comida dos bichinhos”, ambos visam restaurar e manter uma flora intestinal mais saudável à medida que favorecem a permanência de bactérias “do bem” na luz intestinal. [25]

A combinação sinérgica de prebióticos com probióticos denomina-se de simbióticos. Ou seja, um simbiótico exerce em simultâneo o efeito de prebiótico e probiótico. Parecer existir vantagem na utilização de um simbiótico em vez de utilizar probiótico isoladamente, mas nem todas as combinações de prebióticos com probióticos parecem ser vantajosas.

Hoje em dia, é fácil encontrar no mercado nacional uma extensa lista de produtos alimentares que possuem probióticos e/ou prebióticos, sendo iogurtes e queijos como exemplos. A expansão notória que se tem verificado deve-se ao conceito de alimento funcional que os probióticos adquiriram, tornando-se numa das classes de suplementos alimentares que mais tem vindo a crescer.

O Kefir trata-se de um produto resultante da fermentação do leite por uma colónia rica em bactérias e fungos. Atualmente, a literatura reconhece-o como uma fonte natural de probióticos. São várias as propriedades terapêuticas atribuídas ao Kefir: características anti-inflamatórias, bactericidas, bacteriostáticas e antioxidantes, além do efeito benéfico sobre o sistema imune, a glicemia e os níveis de colesterol.

Psicobióticos: um novo conceito

A manipulação da flora intestinal é uma estratégia terapêutica promissora para certas doenças. Atualmente, os probióticos já são utilizados em diferentes áreas da medicina. A literatura mais recente revelou que há benefício na utilização de probióticos na dermatologia, mais concretamente no tratamento de acne, dermatite atópica e na cicatrização de feridas. [26] A sua utilidade parece estar associada à sua capacidade de produzir compostos com diferentes propriedades anti-microbianas e anti-inflamatórias.

Também na psiquiatria o seu futuro parece ser bastante promissor.[27] Estudos demonstraram, inclusive, que o uso de Lactobacillus rhamnosus exerce efeitos antidepressivos e ansiolíticos em ratos.

Em humanos saudáveis, observou-se que a ingestão de probióticos (Lactobacillus helveticus e Bifidobacterium longum) melhorou as capacidades de resolução de problemas, exerceu efeito ansiolítico, reduziu estresse e, concomitantemente, diminuiu o cortisol urinário.[28]

A literatura identifica e reforça a ideia de que apenas classes específicas serão úteis como nova arma terapêutica a favor da saúde mental não devendo ser os efeitos de umas espécies generalizados a todas. As bactérias que se conhecem até ao momento com estas propriedades psicotrópicas pertencem ao gênero Bifidobacterium e Lactobacillus.

Quanto mais diversificada a dieta, mais diversificado é o microbioma

Você já sabe que em nosso intestino vivem trilhões de micróbios. Diferentes microorganismos prosperam com diferentes alimentos e, por isso, o microbioma intestinal melhora com uma dieta diversificada. Um microbioma rico e variado está associado a uma maior saúde intestinal e, por consequência, a um bem estar geral maior. Por outro lado, as pessoas que sempre comem as mesmas coisas têm um microbioma mais pobre.

Saiba como você pode melhorar o seu microbioma intestinal

  • Siga uma dieta diversificada e rica em alimentos funcionais;
  • Reduza o nível de estresse, fazendo meditação, relaxamento, mindfulness (atenção plena) ou ioga;
  • Tente dormir melhor: se você muda ou interrompe o relógio biológico alterando seus padrões de sono, também prejudica seu intestino;
  • Exercite-se! Fazer 30 minutos de exercícios por dia cinco vezes por semana melhora o funcionamento do intestino, controla o peso e reduz o estresse, alguns dos fatores de risco para doenças intestinais;
  • Beba água!

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Referências

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  2. https://super.abril.com.br/saude/seu-segundo-cerebro/
  3. O’Hara, A. M., & Shanahan, F. (2006) The gut flora as a forgotten organ. EMBO Rep 688-693
  4. Forsythe, P. (2013) Gut microbes as modulators of neuro-immuno-endocrie system. PharmaNutrition 1:115–122.
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  6. Neish, A. (2009) Microbes in Gastrointestinal Health and Disease. Gastroenterology 136:65-80.
  7. Qin, J., Li, R., Raes, J., Arumugam, M., Burgdorf, K., Manichanh, Levenez, F., et al. (2010) A human gut microbial gene catalogue established by metagenomic sequencing. Nature 464:59-65.
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  9. Montalto, M., D’Onofrio, F., Gallo, A., Cazzato, A., & Gasbarrini, G. (2009) Intestinal microbiota and its functions. Digestive and Liver Disease Supplements 3:30-34
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Társila Machado

Author Társila Machado

Amante da vida em equilíbrio e movida por um desejo irrefreável de despertar a alta performance no maior número possível de pessoas. Com base em pesquisas e estudo contínuo, acredita que a integração entre corpo, mente e espírito é a chave mestre para alcançar maiores níveis de evolução pessoal, saúde e sucesso nas diversas áreas da vida.

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